Desinfestação

O processo de desinfestação pode começar com os pré-tratamentos aplicados na planta matriz, principalmente para combater microorganismos.

Entretanto, a desinfestação do explante é uma etapa essencial, na qual podem ser utilizadas diversas substâncias de ação germicida. Entre os mais utilizados estão o etanol, o hipoclorito de sódio e o de cálcio. Além desses, também são usados o cloreto de mercúrio, ácido clorídrico, peróxido de hidrogênio, entre outros.

Os habituais detergentes de cozinha, bem como o Tween 20, podem ser aplicados na solução desinfestante com o objetivo de facilitar o contato dos agentes esterilizantes com o tecido, reduzindo a tensão superficial.

No que se refere aos detergentes, usa-se apenas uma  duas ou tres gotas , enquanto que a concentração dos agentes desinfetantes e o tempo de exposição pode variar, de acordo com o objetivo do trabalho, o tamanho e natureza do explante.

Isolamento de Explantes

O isolamento dos explantes consiste na sua extração, propriamente dita, e só deve ser feita em câmara de fluxo estéril, com flambagem de todos os instrumentos utilizados. É recomendável utilizar mais de um conjunto de pinças e bisturis de maneira que, após  a flambagem, o material possa esfriar antes de ser utilizado.

Antes do início dos  trabalhos a câmara deve ser limpa com etanol e esterilizada com lâmpada germicida por um mínimo de 20 minutos. O fluxo de ar deve ser acionado antes de que seja desconectada a luz germicida.

A manipulação do explante deve ser rápida e precisa para evitar sua desidratação.

Alguns explantes, como os meristemas, são muito pequenos para uma boa visualização dos mesmos, sendo necessária  a utilização de uma lupa. Os mesmos cuidados de assepsia são recomendados ao colocar-se a lupa na câmara. Para esses  explantes diminutos  podem ser úteis, além das pinças e bisturis, agulhas, seringas hipodérmicas ou alfinetes, que sirvam como microbisturis.