Limpeza clonal

 Conceito, importância e aplicações

            Plantas propagadas vegetativamente, por meio de técnicas convencionais, uma vez infectadas por fungos, bactérias ou vírus, transmitem para as gerações subsequentes esses patógenos, provocando uma diminuição progressiva no rendimento das culturas.
            Uma das técnicas da cultura de tecidos, conhecida como limpeza clonal, permite a obtenção de mudas sãs, ou limpas, a partir de plantas infectadas. Essa técnica baseia-se na retirada de um pequeno segmento da região de crescimento da planta, o meristema, e do seu cultivo in vitro. Este tecido meristemático, que é isento de patógenos, permite a obtenção de plantas sadias, em escala comercial. Vale salientar que o fato de uma planta ter sido limpa de um vírus, ou outro patógeno, em laboratório, não confere a ela nenhuma imunidade a novas infecções.

 Metodologia

Explantes

Como uma regra geral, quanto menor o explante maior a possibilidade de se obter plantas livres de patógenos. Entretanto, explantes muito pequenos  ou são muito lentos no seu desenvolvimento, ou não conseguem regenerar novas plantas. A recomendação portanto, é de que sejam utilizados explantes constituídos pelo meristema apical, retirado de uma gema apical ou axilar, com um ou dois primórdios foliares e porção subjacente do caule. O tamanho de um explante com essas caracteristicas fica entre 0,1 e 0,3mm.

         Meio nutritivo e incubação

Os meios de cultura e o ambiente de incubação dos meristemas são os mesmos descritos para micropropagação.