Melhoramento genético

 As plantas cultivadas vêm sendo submetidas ao melhoramento genético clássico há décadas, por meio da utilização da variação natural dentro de diferentes recursos genéticos. Paralelamente, verificou-se o avanço das técnicas do cultivo in vitro de celulas e tecidos de plantas, as quais têm sido empregadas de forma diferenciada no desenvolvimento de genótipos vegetais superiores. A aplicação dessas tecnologias de cultura in vitro, não conduzem, obrigatoriamente, a obtenção direta de um novo cultivar. O resultado pode vir a ser a criação de novas alternativas aos programas de melhoramento clássico, em suas distintas fases.
            Entre as técnicas de cultivo in vitro mais aplicadas no melhoramento das espécies vegetais, destacam-se: a) o cultivo de embriões, a polinização in vitro, a fusão de protoplastos, aplicadas na quebra de barreiras de incompatibilidade gênica. b) a haploidização por cultura de anteras para redução da ploidia ou obtenção de linhas puras. c) obtenção de variantes somaclonais, ou transformantes, através da incorporação de genes em celulas, tecidos ou orgãos cultivados in vitro, visando o aumento da variabilidade genética para fins de seleção.
            A criação de bancos de germoplasmas in vitro, por meio das técnicas de criopreservação e cultivo lento, tambem são auxiliares dos programas de melhoramento genético vegetal, uma vez que permitem a conservação e o intercâmbio de germoplasma sadio, de forma segura e rápida, por dispensar, na maioria das vezes, o período de quarentena.